terça-feira, 11 de setembro de 2007

Definição da Chapada em uma palavra: "surreal"

Fotos Denise Benevides

O evento da Chapada existe muito antes do Circuito existir. Foi incorporado pelo fato de compartilharmos o pensamento que o importante é agregar e, não esqueçam caros dirigentes arautos da "seriedade" ineficaz, nos divertir. Houve problemas, um em especial causado por uma pessoa que, segundo todas as versões que soube, tomou uma decisão arbitrária que em nada condiz com o espírito de coletividade do Circuito. De qualquer forma, tudo acabou em festa.

Se você nunca foi à Chapada, viaje nas fantásticas fotos da Denise e tente entender como é lá no texto abaixo de autoria de ninguém menos do que Ricardo Perrone:


Chapada – Experiência única e imperdível

Vocês talvez já tenham visto fotos do torneio de pólo aquático da Chapada, mas, se nunca foram lá, não há como ter idéia do que seja esse campeonato. Acho que surreal é a única palavra para descrevê-lo.

Comece com uma viagem de 220km de Brasília à Fazenda, passando por um terreno árido e pedregoso em que só uma vez ou outra se vislumbra uma nesga de floresta beirando rios ao longe. Ao contrário de viagens pelo litoral ou interior de Rio, São Paulo ou Minas, onde você está sempre vendo sedes de fazendas, pequenos vilarejos e gente circulando à beira da estrada, neste trajeto são vistas pouquíssimas pessoas e quase nenhuma vila ou casa. Na própria Fazenda São Bento e no caminho para a cachoeira, só em trechos isolados e regados diariamente se vê vegetação viçosa.

De repente, ainda andando no meio de terra seca, poeira, arbustos secos e pedras, você chega à beira de um penhasco e uns dez ou quinze metros abaixo há um lago, uma queda d´água deslumbrante, traves de pólo aquático de bambu, o campo armado, um monte de garotos e moças tomando sol e batendo papo nas pedras no meio de uma vegetação digna de filme de Tarzan (se é que a garotada de hoje ainda sabe quem era esse cara e chegou a ver algum dos filmes em que ele lutava com o crocodilo depois de pular do alto da cachoeira). Realmente fica difícil acreditar que aquilo é real e não um cenário de Hollywood. O campeonato em si também foi um barato. O público fica espalhado nas margens da lagoa e nos lugares mais incríveis no penhasco. O juiz fica pendurado numa saliência de pedra a uns oito ou dez metros de altura. É estranhíssimo você ter de olhar para cima para ver o que ele está sinalizando.


Participaram doze equipes masculinas, representando a Bahia, Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Rio e Distrito Federal, e três femininas do DF, Santa Catarina e Minas. Nosso time era um misto de jogadores masters de 32 a 58 anos. Os jogos foram super equilibrados. Basta dizer que na semi-final e final só fomos ganhar o jogo nos pênaltis. O pessoal adversário chiou um pouco por termos colocado o goleiro reserva para agarrar os pênaltis, pois durante o tempo normal dos jogos o Pará jogou na linha, mas, considerando que seis jogadores do nosso time tinham mais de 50 anos, acho que a gente tinha direito a dar um pulo do gato no final, certo?

Houve um pouco de confusão nos jogos, com reclamações excessivas (principalmente do meu time) e alguns atritos dentro d´água, mas felizmente não houve nenhum problema fora d´água, o que seria totalmente incompatível com o clima de confraternização geral. A causa dos problemas, que acho que já ocorreram em outras etapas, foi uma arbitragem muito diferente da que é praticada nos campeonatos oficiais.

A maior prova disto é que na final, otimamente arbitrada pelo Chiquinho, apesar de nosso time ter jogado atrás no marcador até quase o final, quase não houve reclamações, mesmo jogando com um árbitro paulista contra uma equipe de São Paulo, o que normalmente gera preconceito.

Uma última observação para campeonatos futuros é que se fizerem um vídeo demonstrativo e levarem na Globo, eles certamente vão se interessar em fazer uma matéria para o Esporte Espetacular ou mesmo para o Globo Repórter. Só tem de pensar antes se vale a pena, porque junto com prováveis patrocínios vai vir também uma multidão de curiosos e talvez modifique o clima.

Enfim um campeonato inesquecível, diferente de qualquer coisa que possa ser vista no mundo todo. Minha recomendação a todos que leiam isto é que não deixem de ir pelo menos uma vez na vida ao torneio da Chapada. E contar aos netos no futuro.

Texto por Helcio Brasileiro de Rocha e Ricardo Perrone!

6 comentários:

Juliana disse...

Só uma retificação, o time feminino do Minas é de Brasília, Minas é só o nome do clube.

E a chapada é inesquecível mesmo. Todos tem que conhecer e jogar lá!

Juliana (de Fortal)

Laura disse...

Que prestígio! Obrigada pela força e presença, Perrone! Eu que sou de Brasília, fico muito feliz em ver um evento daqui ser tão valorizado assim! Para mim, um texto desse é como uma homenagem!!!
Agradeço também ao Hélcio e Denise pelas excelentes colaborações!
Aliás, agradeço, em nome do pessoal de Brasília, a todo mundo que trabalhou na organizacao e a todo mundo que estava lá e que contribuiu para que o campeonato fosse essa festa tão bonita!!!
Ano que vem tem mais!!! Com rede globo ou não, é garantia de sucesso total!!!

andre disse...

Para o ano que vem, manda esquentar a água da cachoeira.rs.

Hélcio Brasileiro disse...

DE ROCHA????????????????
QUE PORRA É ESSA BRUNÃO???????????
AHOEUHEUEHOUEHUEHOUEHOEUHOE

abs

Clara disse...

Massa d +!!!!

Marcel disse...

Foi muito fera mesmo. Eu que fui pela primeira vez no campeonato achei o local muito bonito e totalmente compatível em todos os detalhes para se fazer jogos de polo (campo,local do juiz,pedras ao redor para sentar e uma cachu logo atrás do campo!). Só achei que a tabela podia ser melhor elaborada heheh